A cara da mudança

Sem título

“Você não sente e não vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo, que uma nova mudança, em breve, vai acontecer. E o que, há algum tempo, era jovem, novo, hoje é antigo. E precisamos todos rejuvenescer” (Velha roupa colorida, Belchior).

 

O jornal A Gazeta, de Vitória/ES, traz, nesta sexta-feira, 28/06/2013, estampada em sua capa, uma foto de quatro jovens com idades entre 19 e 21 anos e a seguinte legenda: “A turma da paz nos protestos”. Nada poderia ser mais ilustrativo do que está acontecendo no Brasil, neste momento.

As manifestações que, há algumas semanas, vêm mobilizando o Brasil e demonstrando que o povo tem força para pressionar os políticos a fazer o que é bom para todos, têm a cara da juventude. São os jovens que, com o domínio das ferramentas de comunicação existentes hoje, estão fazendo emergir o verdadeiro significado de rede social.

Juventude é um conceito ambíguo: sugere a noção de imaturidade, de algo que ainda não está pronto; mas, também, comporta a ideia de algo novo, de potência, de esperança, de vigor, de coragem e de valentia, entre outros…

Ambiguidades à parte, a juventude sempre teve presença massiva em importantes acontecimentos históricos. Grandes personagens se destacaram na sua juventude por sua capacidade de liderar importantes mudanças. Alexandre, o Grande, tornou-se rei aos 18 anos. Os líderes da revolução francesa tinham menos de 30 anos quando o movimento eclodiu. Dom Pedro I tinha 24 anos quando liderou o movimento que culminou na Independência do Brasil.

Mas, a despeito de toda e qualquer referência que façamos à história ou a conceitos sobre a juventude, não há como negar que ela está à frente dos movimentos que assistimos com um misto de surpresa e admiração. Minha geração, que nasceu no período da ditadura, embora tenha dado a sua contribuição para a restauração da democracia e da liberdade de expressão no País, não foi capaz, até o momento, de fazer no governo o que sempre defendemos como bandeira: a dignidade plena para todo cidadão brasileiro.

É triste vermos que os jovens líderes políticos de outrora envelheceram e aderiram ao que há de mais arcaico e retrógrado: corrupção, nepotismo, defesa dos próprios interesses em prejuízo do povo. Agora, que os jovens estão na rua, liderando o povo, governantes e parlamentares estão batendo cabeça para tentar entender e dar resposta rápida às reivindicações.

Vamos lá, jovens, mostrem a sua força, o seu vigor! Transformem o País e o mundo!

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